Pelas ruas da minha cidade Passeio vagarosamente e solitário Como um ínfimo colibri Navega num oceano indefinido.
Vejo não apenas as minhas solidões, Mas também o desespero dos demais Que a sofrer mostram aquilo que escondem Nas suas entranhas vazias e nos seus corações.
Gostava de compreender o físico das pessoas. Não só olhar interiormente, Pois já quando uma lua Se juntava com as outras seis, Sofria por em jejum olhar para Algo tão inacabado e parente.
Oh, o que o mundo sofre por ser diferente!
Vivo com a indiferença, Da diferença da própria indiferença. Sofro por querer ser diferente e não poder. Não, não me falem de imortalidade! Aquilo que eu quero é apenas e só poder Enfim, Tecer!
maninho que saudades que eu tenho adoro-te es o mano mais lindo do mundo beijinhos querido qualquer coisa que precises sabes que podes contar comigo força.
«Dizes que repito/Algo que disse antes. Vou dizê-lo de novo./Digo-o de novo? A fim de lá chegares,/De chegares onde estás, de saíres de onde não estás,/Tens de seguir um caminho por onde não há êxtase./A fim de chegares àquilo que não sabes/Tens de seguir um caminho que é o caminho da ignorância./A fim de possuíres o que não possuis/Tens de seguir o caminho do despojamento/A fim de chegares àquilo que não és/Tens de seguir pelo caminho em que não és./E aquilo que tens é o que não tens/E onde estás é onde não estás.»
(«se não estiver num lugar, procura-me noutro. algures estarei à tua espera.»)